Triângulo

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Descrição

O instrumento é pequeno e formado por uma vareta de ferro dobrada em forma de triângulo equilátero com um vértice aberto. Os sons produzidos pelo instrumento possuem altura indeterminada. Para tocar, o instrumentista suspende com a mão o instrumento e o percute com uma baqueta também de ferro. O instrumentista movimenta a baqueta para baixo e para cima, ora produzindo o som na base do instrumento, ora produzindo no lado superior. Simultaneamente ao movimento de baixo para cima, o instrumentista prende e solta o corpo do instrumento com uma das mãos, produzindo variações tímbricas. O exemplar do Museu não possui baqueta.

Para saber mais

Ferrinho é a antiga denominação do triângulo em bandas de música nas cidades do interior do Brasil. O estilo ferrinho, ou triângulo de baião, também é o estilo peculiar de tocar os ritmos nordestinos e de algumas folias e danças rurais portuguesas. É chamado de ferrinho devido ao som metálico de ferro que é produzido. Sua característica, já sedimentada na estética armorial nordestina, vem do ostinato tocado com o desce/sobe da baqueta, alternadamente na base e no lado superior do instrumento, suspenso diretamente da mão do instrumentista, que, ao prender e soltar o corpo do instrumento produz as duas entonações tímbricas que caracterizam, rítmica e sonoramente, o estilo. César Guerra-Peixe utilizou essas duas entonações tímbricas (som preso/som solto) na sua Suíte No. 2 – Pernambucana, de 1955, e também Edino Krieger, nas obras Abertura Brasileira (1955) e Canticum Naturale (1972).
Texto escrito pelo professor de percussão da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) Pedro Sá.

Dados gerais [classificação e nomes adicionais]

111.211 - Barras (individuais)

Triângulo estilo ferrinho, triângulo de baião (Fonte: PEDRO SÁ, 2014), ferrinhos (Fonte: SOARES, 1974)

Dados do exemplar [este item em específico]

mvim_dc_id_0092

Não determinada

C=23cm L=21cm

Sem marcas e inscrições

Não determinada

MIDC/EM/UFRJ 111.2 I2 Prat. 1

Bibliografia

ALMEIDA, 1994.
BASE MINERVA, 2014.
BETHENCOURT; BORDAS; CANO; CARVAJAL; SOUZA; DIAS; LUENGO; PALACIUS; PIQUER, ROCHA, RODRIGUEZ; RUBIALES; RUIZ, 2012.
BRANDÂO, 2013.
MIGUEZ, 1890-1895
MIMO, 2014.
MUSEU DA MÚSICA PT, 2014.
ROLLA, 1974.
PEDRO SÁ, 2014.
SOARES, 1990.