Tambor tartaruga

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Descrição

Idiofone percutido ou friccionado com som de altura indeterminada. Instrumento musical feito com o casco do animal tartaruga, que pode ser friccionado ou percutido com baqueta fina, de madeira, ou ter um dos orifícios tampados com massa (vegetal ou animal) e percutido com a palma da mão no orifício aberto (o da cabeça do animal). Na preparação do instrumento, reserva-se a concha da carapaça dorsal para a função de caixa de ressonância e a parte ventral plana para o ponto de toque.
Texto escrito pelo professor de percussão da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) Pedro Sá.

Para saber mais

Este instrumento soa na região média e o seu modo de execução entre os índios pode variar de tribo para tribo. São usados pelos índios Wai Wai, de Rondônia, Arara, do Pará e pelos Carajá, do Tocantins. Heitor Villa-Lobos empregou o instrumento com a função de tambor idiófono, percutido com baquetas, na partitura dos Choros n. 9, começando no n. 23 de ensaio, onde há a indicação de que um só executante toque: tamborim de samba, tartaruga, tambor surdo, camisão e bombo sinfônico, realizando sequências melódicas em forma de arpejos em um setup de percussão múltipla.
Texto escrito pelo professor de percussão da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ)

Dados gerais [classificação e nomes adicionais]

Hud (CARVALHO, 1905)

Dados do exemplar [este item em específico]

mvim_dc_id_0097

Não determinada

C=23cm L=19cm A=10cm

Sem marcas e inscrições

Doação de João Baptista da Motta

MIDC/EM/UFRJ Idiofones 133 I 1 Prat.2

Bibliografia

ALMEIDA, 1994.
BASE MINERVA, 2014.
BRAGA, 1973.
BRANDÂO, 2013.
CARVALHO, 1905.
MIGUEZ, 1890-1895
ROLLA, 1974.
PEDRO SÁ, 2014.
SOARES, 1990.