Sitar

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Descrição

O instrumento é feito de madeira, a caixa de ressonância é bojuda e o braço é longo e oco com 16 divisões de metal. Estas são amarradas ao braço com cordas de tripa. As cravelhas são de madeira preta, sendo as pontas de marfim esculpidas em forma de duas folhas de trevo. As duas pestanas e o cavalete também são feitos de marfim. Todo o instrumento é revestido de verniz e possui decorações na cor dourada. O instrumento possui cinco cordas, quatro de aço e uma de latão. As cordas são afinadas da seguinte maneira: fá3-dó3-dó3-sol3-dó2. Para tocar, o instrumento é posicionado na posição vertical, e é apoiado no ombro do instrumentista, ou horizontalmente no chão, quer pelo cantor ou seu assistente. As cordas são tocadas com um plectro de arame de latão torcido chamado de mizrab.

Para saber mais

A sitar é um instrumento comum no sul da Ásia e é utilizada em diversos contextos como na música dos tocadores rurais itinerantes, em orquestras modernas de rádios e filmes, em música de câmara, na música mulçumana e hindu, nos palcos de concertos públicos, além de ser veiculado pelas mídias urbanas. A sitar tornou-se ao longo de sua história um instrumento imbricado à cultura indiana, porém sua origem remete aos imigrantes turcos e persas - o nome sitar vem da palavra persa sihtãr que significa "de três cordas". Estes imigrantes turcos e persas trouxeram para a Índia sua música e seus instrumentos durante o Sultanato Mulçumano de Delhi (1192-1526). Entre os instrumentos trazidos pelos imigrantes estava o tambur, ancestral da sitar, uma espécie de alaúde de braço longo, caixa de ressonância de madeira ovoide ou em forma de pera, cravelhas na lateral direita e/ou na parte da frente inseridas diretamente no braço, tampo harmônico de madeira, cordas de tripa ou de fibra, com ou sem trastes. No século XVII, durante o Império Mongol, o tambur passou a ser denominado de tanburah e se disseminou entre os músicos hindus. Foi na Índia do século XVIII, ainda durante o Império Mongol, que a sitar tomou sua forma moderna como instrumento solo na música erudita indiana. A sitar moderna tornou-se maior, a largura do braço diminuiu e este passou a ser reto e não pontiagudo como antes, a caixa de ressonância tornou-se bojuda. Atualmente existem muitos tipos de sitar, porém o tipo mais comum é a sitar de concerto com sete cordas, até doze cordas simpáticas e com vinte trastes móveis. O exemplar do Museu possui características que indicam tratar-se de uma sitar com algumas características de tambura, ou seja, apenas cinco cordas (sem cordas simpáticas), cravelhas com pontas esculpidas em forma de folhas de trevo. A sitar moderna possui cravelhas grossas e arredondadas, com uma parte superior sem ornamentos, mas também com algumas características da sitar moderna, ou seja, cordas de aço e tocadas com mizrab.

Dados gerais [classificação e nomes adicionais]

321.321 Alaúdes em forma de tina com braço e cravelhame

Cytara (Fonte: MIGUEZ, 1890-1895)

Dados do exemplar [este item em específico]

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Não determinada

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C=79cm L=11cm A=8cm

Inscrição posterior: etiqueta com identificação do catálogo de 1905 na parte superior do braço "N. 53 – SITAR"

Doação de João Baptista da Motta e Rodolfo Bernadelli

MIDC/EM/UFRJ 321.3 I19 Prat. 14

Bibliografia

ALMEIDA, 1994.
BETHENCOURT; BORDAS; CANO; CARVAJAL; SOUZA; DIAS; LUENGO; PALACIUS; PIQUER, ROCHA, RODRIGUEZ; RUBIALES; RUIZ, 2012.
BRANDÃO, 2013.
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SOARES, 1990.
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