Riqq

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Descrição

O instrumento possui fuste de madeira pintado nas partes interna e externa e uma membrana feita de pele na parte superior. Existem cinco duplas aberturas com dez pares de discos de ferro (denominados de soalhas). As ornamentações aparecem nas cores amarela, verde, vermelha e azul pintadas sobre um fundo vermelho. Os sons produzidos pelo instrumento possuem altura indeterminada. Para tocar o instrumentista produz os toques com os dedos, fazendo soar as soalhas. Os dedos da mão direita ou mão dominante executam a maior parte dos ritmos, enquanto a outra mão segura o instrumento e executa movimentos leves que fazem soar as soalhas. Durante o trabalho de restauração realizado em 2013 foi incluída uma fita para sustentar a membrana e verniz para proteção das decorações do fuste.

Para saber mais

Adufe proveniente do Egito. Possui fuste (2) de madeira, e a membrana pode ser de pele de esturjão ou de cabra, embora existam versões ocidentais feitas de material sintético. Apresenta uma melódica percussiva (3) bastante diversificada,
exigindo dos intérpretes um alto grau de virtuosidade. Os toques são produzidos com os dedos, utilizando-se a entonação tímbrica “soalhas” (discos metálicos colocados aos pares ao longo do fuste). Estas se chocam entre si, devido aos impulsos das articulações, e produzem o som que caracteriza o riq. A classificação “idiofone” advém das soalhas (também denominadas batinelas, platinelas ou timbres). É comum o destaque dado a essa entonação, quando produzida em combinação com os dedos ou mesmo por “soalhas solo”. O Museu possui dois exemplares de riq: um traz o fuste
marrom, ornamentado com quadrados e triângulos na cor pérola; outro, com fuste pintado nas partes externa e interna, recebe decorações em cores contra um fundo avermelhado, além da membrana, também pintada, porém na cor azul, com
caracteres árabes.
Texto escrito pelo professor de percussão da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) Pedro Sá.

Dados gerais [classificação e nomes adicionais]

211.311 Tambores de caixilho sem cabo de membrana única

Riq (Fonte: BASE MINERVA, 2014), Sonaja, Tar (Fonte: MIGUEZ,1890-1895)

Dados do exemplar [este item em específico]

mvim_dc_me_0090

sec. XIX d.C.

, ,

D=21cm A=8cm

Sem marcas e inscrições

Doação de João Baptista da Motta

MIDC/EM/UFRJ 211.3 I2 Prat.5

Bibliografia

ALMEIDA, 1994.
BASE MINERVA, 2014.
BERKLEY, 2009.
BETHENCOURT; BORDAS; CANO; CARVAJAL; SOUZA; DIAS; LUENGO; PALACIUS; PIQUER, ROCHA, RODRIGUEZ; RUBIALES; RUIZ, 2012.
BRAGA, 1973.
BRANDÂO, 2013.
CARVALHO, 1905.
MIGUEZ, 1890-1895.
BERKLEY, 2009.
MIMO, 2014.
ROLLA, 1974.
PEDRO SÁ, 2014.
SOARES, 1990.