Naqqara

Mais informações

Descrição

O instrumento é uma tipo de tambor com uma membrana feita de pele na parte superior. O fuste é feito de cobre e possui formato côncavo. Ao longo do fuste a membrana é trançada formando uma espécie de rede que a estica na parte superior do instrumento. As naqqaras são geralmente utilizadas em pares com cada tambor afinado em uma altura diferente. Para toca o instrumentista percute o instrumento com baquetas. O exemplar do museu não possui baquetas.

Para saber mais

Pequeno tambor árabe, antecessor dos modernos tímpanos. Usado aos pares, afinados em alturas diferentes, geralmente percutido com baquetas com cabeça de couro ou de madeira. O fuste possui formato côncavo, que pode ser de couro, cobre, madeira ou argila. Provavelmente foi através das Cruzadas que o instrumento entrou na Europa, sendo utilizado na música militar. Há diversas evidências de seu uso nessa modalidade musical em registros desde o séc. XI até o séc. XVI, na Europa. Por volta do séc. XIII, eles se tornaram o símbolo da aristocracia naquele continente, juntamente com os antecessores dos trompetes (instrumentos mais longos, conhecidos como buzine). Alcançaram, na época, importante posição entre as autoridades feudais e prestígio. Muitos reis da Europa possuíam nakers em seus regimentos, utilizando-os para fins de entretenimento, com a intenção de aumentar a carga emotiva de seus torneios e batalhas. No sul da Ásia, eram usados (geralmente aos pares) também para funções militares. São conhecidos, ainda, como instrumentos folclóricos e tribais, sobretudo para dança.
Texto escrito pelo professor de percussão da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) Pedro Sá.

Dados gerais [classificação e nomes adicionais]

211.12 Tímbales, em jogo

Naggarah (Fonte: CARVALHO, 1905)

Dados do exemplar [este item em específico]

mvim_dc_me_0088

sec. XIX d.C.

,

Naqqara menor: D=18,5cm A=12cm Naqqara maior: D=21cm A=14cm

Inscrição posterior: etiqueta na membrana da naqqara menor "Ns. 32 [?]". Inscrição posterior: marcas que indicam que existia uma etiqueta na membrana da naqqara maior.

Doação de João Baptista da Motta e Rodolfo Bernadelli

Naqqara menor: MIDC/EM/UFRJ 211.1 I3 Prat.3
Naqqara maior: MIDC/EM/UFR 211.1 I2 Prat.3

Bibliografia

ALMEIDA, 1994.
BASE MINERVA, 2014.
BETHENCOURT; BORDAS; CANO; CARVAJAL; SOUZA; DIAS; LUENGO; PALACIUS; PIQUER, ROCHA, RODRIGUEZ; RUBIALES; RUIZ, 2012.
BRAGA, 1973.
BRANDÂO, 2013.
CARVALHO, 1905.
MIMO, 2014.
ROLLA, 1974.
PEDRO SÁ, 2014.
SOARES, 1990.

Notas

Provavelmente a etiqueta que agora está ilegível na naqqara maior refere-se ao número e nome do instrumento como consta no catálogo de 1905.