Flauta transversa

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Descrição

Flauta com tubo cônico e feita de madeira cocus do Caribe. O mecanismo de chaves de anéis é feito de alpaca (liga de cobre, zinco, níquel e prata) e corresponde ao sistema Boehm com anéis. O porta lábio é feito de prata e está incrustado na madeira que envolve externamente o orifício da cabeça. O instrumento não é transpositor, a extensão da flauta transversa geralmente se inicia no dó3 (si3 em algumas flautas), e cobre três oitavas ou mais.

Para saber mais

O termo flauta abrange instrumentos de diversas culturas. De forma geral as flautas possuem orifícios e podem ou não ter chaves, os tubos são ocos e podem ser feitos de osso, madeira, metal, galalite, plástico, lata ou outro material. O som do instrumento é produzido pelo sopro do executante dentro de um bisel - no caso da flauta doce e outros instrumentos similares - ou lateralmente na borda do orifício - como no caso da flauta transversal. Essa corrente agita a coluna de ar presente dentro do tubo produzindo os sons. Cada nota corresponde a um determinado comprimento de coluna de ar, controlada por meio do fechamento ou não dos orifícios. A flauta mais antiga já descoberta foi encontrada na Alemanha e foi feita de osso de cisne; o instrumento pertence ao período Paleolítico e tem cerca de 36.000 anos. As flautas mais próximas da flauta utilizada nas orquestras atuais datam dos séculos X e XI. No século XVI as flautas aparecem em fontes pictóricas e literárias por toda a Europa ocidental, o que demonstra a grande popularidade do instrumento durante o período. Até o século XVII as flautas possuíam apenas orifícios, isso impossibilitava a reprodução de uma gama extensa de notas e tornava a afinação muito difícil. Para superar esses obstáculos, o instrumentista utilizava flautas de diversos tamanhos e, portanto, capazes de tocar notas diferentes. O posterior uso de chaves permitiu o aumento da extensão do instrumento, a melhora na entonação e o acesso a toda escala cromática. No século XIX Theobald Boehm, construtor, ourives e flautista fez melhorias no instrumento que tornaram sua flauta a mais utilizada pelos instrumentistas do mundo. Boehm redesenhou o instrumento e criou chaves em forma de anel, cada anel envolvia um orifício e operava também um segundo orifício, o que permitia que um dedo cobrisse dois ou mais orifícios simultaneamente. Todas essas modificações deixaram a sonoridade da flauta mais forte e uniforme, melhoraram a entonação e tornaram as notas cromáticas mais acessíveis. Depois de muitas experimentações Boehm atingiu seu modelo definitivo em 1847; essa flauta, com modificações pequenas, continua a ser o modelo padrão. A família das flautas inclui o Piccolo ou flautim (que possui metade do tamanho da flauta transversa, afinado uma oitava acima), a flauta alto (afinada em Sol); flauta baixo (afinada uma oitava abaixo da flauta transversa).

Dados gerais [classificação e nomes adicionais]

421.121.12 Flautas transversais individuais abertas com orifícios

Dados do exemplar [este item em específico]

mvim_dc_ae_0054

segunda metade do sec. XX d.C.

,

C=66,7cm L=4cm A=3cm D=2,5cm

Inscrição de origem na cabeça: "LEFÊVRE A PARIS BREVETÉ", "EUTERPE CARDOZO E Cº RUA DA QUITANDA 74B CANTO DA RUA DO ROZARIO". Inscrição de origem na articulação central: "LEFÊVRE A PARIS 6081 MEDAILE D'OR PARIS 1900". Inscrição de origem no pé: "LEFÊVRE A PARIS".

Não determinada

MIDC/EM/UFRJ Aerofones4 22.1 I5 Prat.19

Bibliografia

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BERKLEY, 2009.
BETHENCOURT; BORDAS; CANO; CARVAJAL; SOUZA; DIAS; LUENGO; PALACIUS; PIQUER, ROCHA, RODRIGUEZ; RUBIALES; RUIZ, 2012.
Consultoria de Franklin Correa da Silva Neto (2014)
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Notas

Número de série: 16081