Darabukka

Mais informações

Descrição

O instrumento é um tipo de tambor com uma membrana feita de pele na parte superior. O instrumento possui fuste de barro em forma de cálice. A membrana é presa ao fuste por meio de uma espécie de cola. Os sons produzidos pelo instrumento possuem altura indeterminada. Para tocar, o instrumentista apoia o tambor abaixo de um dos braços e toca diretamente com as mãos nuas, utilizando os dedos.

Para saber mais

Tambor árabe com uma só membrana, com fuste em forma de cálice, que pode ser de barro, madeira ou metal, embora existam versões ocidentais feitas de fibra de vidro. Não há uma rigidez de tamanho quanto à construção do instrumento, o que resulta em diferentes diâmetros da membrana, que por sua vez recebe as nomenclaturas pequena, média e grande. No Museu Delgado de Carvalho há três exemplares: uma darabukka de madeira e duas de barro: uma pequena e outra, grande. Pode ou não ser afinada por cordas. A darabukka autêntica tem pele de cabra ou carneiro. Para tocar, o instrumentista apoia o tambor abaixo de um dos braços e toca diretamente com as mãos nuas, sem baquetas, utilizando-se dos dedos, o que resulta em entonações tímbricas -que formam uma melódica percussiva- que por sua vez recebem as seguintes denominações: som solto, som preso e estalo, e também pela pressão da mão sobre a membrana, que se traduz em micro-variações de altura. Hector Berlioz escreveu para o instrumento em sua tragédia lírica Les Troyens, de 1858.
Texto escrito pelo professor de percussão da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) Pedro Sá.

Dados gerais [classificação e nomes adicionais]

211.26 Tambores tubulares em forma de cálice

Tarabuca (Fonte: BASE MINERVA, 2014), Daraboukkah, tambor egpcio (Fonte: BRAGA, 1973), darabuka (Fonte: PEDRO SÁ, 2014)

Dados do exemplar [este item em específico]

mvim_dc_me_0083

Não determinada

,

A=24cm D=18cm

Inscrição posterior: etiqueta no fuste praticamente ilegível, sendo possível ler "35". Inscrição posterior: desenho estilizado de um homem tocando pandeiro na parte interna da membrana do instrumento com os dizeres "Fabiano raposa". Membrana colocada durante processo de restauração.

Doação de João Baptista da Motta e Rodolfo Bernadelli

MIDC/EM/UFRJ 211.26 I1 Prat. 4

Bibliografia

ALMEIDA, 1994.
BASE MINERVA, 2014.
BETHENCOURT; BORDAS; CANO; CARVAJAL; SOUZA; DIAS; LUENGO; PALACIUS; PIQUER, ROCHA, RODRIGUEZ; RUBIALES; RUIZ, 2012.
BRAGA, 1973.
BRANDÂO, 2013.
CARVALHO, 1905.
MIMO, 2014.
ROLLA, 1974.
PEDRO SÁ, 2014
SOARES, 1990.

Notas

Provavelmente a etiqueta que agora está ilegível refere-se ao número e nome do instrumento como consta no catálogo de 1905.