Cítara

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Descrição

O instrumento é feito de madeira e possui a forma de trapézio. O tampo harmônico possui uma abertura oval e é adornado com desenhos que representam três casais. Na lateral existe um braço com vinte e nove trastes metálicos e cinco cravelhas (perto destas existem cinco parafusos metálicos que ajudam a prender as cordas). Na extremidade superior do instrumento existem vinte e sete cravelhas de ferro. O instrumento possui um cavalete feito de madeira mais escura. As cordas passam sobre o tampo harmônico e prendem-na pequenos parafusos metálicos posicionados no fundo do instrumento, onde também existem três pequenos pés. Pelo braço passam as cinco cordas melódicas com a seguinte afinação: lá3, lá3, ré3, sol2, dó2. Pela caixa de ressonância vinte e sete cordas soltas com a seguinte afinação: mib3, sib3, fá3, dó3, sol2, ré3, lá2, mi3, si2, fá#2, dó#3, sol#2 (cordas de acompanhamento), mib2, sib1, fá2, dó2, sol1, ré2, lá1, mi2, si1, fá#1, dó#2, sol#1 (cordas de baixo), fá1, mi1, mib1 (cordas de contrabaixo). No momento da performance, a mão esquerda do instrumentista faz os dedilhados e a mão direita tem dupla função: o polegar pinça as cordas com um plectro enquanto o restante dos dedos faz o acompanhamento nas cordas soltas. O exemplar do museu possui rachaduras no braço.

Para saber mais

O termo cítara é utilizado para denominar qualquer cordofone que possua cordas esticadas sobre o corpo do instrumento. Normalmente o corpo é a própria caixa de ressonância e as cordas são esticadas acima dela, passando por cima de cavaletes. As cítaras podem ser pinçadas, batidas, tocadas com arco, ou com o ar (como nas harpas eólicas). Elas são encontradas em diversos locais principalmente na Europa, Ásia e África e apresentam grande variedade de formas, indo das mais simples às mais refinadas. Podem ser divididas em classes, baseando-se no formato, técnicas de construção e de execução: cítara com corpo cavado, cítara com corpo formado por um pedaço de madeira fino e longo, cítara com corpo alongado e comprido, cítara com corpo em formato de tubo, cítara com caixa plana ou com caixa de ressonância. O exemplar do Museu é uma cítara com caixa de ressonância, original da Boemia, região que atualmente pertence à República Tcheca e que anteriormente pertencia à Áustria (a cítara com caixa de ressonância é comum na Áustria e no sul da Alemanha); desenvolveu-se no século XIX e é usada tanto como instrumento solo como em conjuntos musicais.

Dados gerais [classificação e nomes adicionais]

314.122 Cítaras de tábua propriamente ditas com caixa de ressonância

Cítara boemia (Fonte: BASE MINERVA, 2014)

Dados do exemplar [este item em específico]

mvim_dc_co_0007

Não determinada

,

C=56,3 L=29,6 A=2,8

Sem marcas ou inscrições

Não determinado

MIDC/EM/UFRJ 314 I1 Prat. 16

Bibliografia

ALMEIDA, 1994.
BASE MINERVA, 2014.
BRANDÃO, 2013.
BERKLEY, 2009.
BETHENCOURT; BORDAS; CANO; CARVAJAL; SOUZA; DIAS; LUENGO; PALACIUS; PIQUER, ROCHA, RODRIGUEZ; RUBIALES; RUIZ, 2012.
CÍTARA BRASIL, 2014.
HORNIMAN, 2014.
MIMO, 2014.
MUSEU DA MUSICA PT, 2014.
RANDEL, 1986.
ROLLA, 1974.
SADIE, 1994.
SOARES, 1990.
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